Voltando a ativa e a todo o vapor, como exige um bom início de ano, vamos seguir em alta velocidade e com muita animação. Até porque, não há lugar melhor para encontrar bizarrices do que no trânsito e nas férias com o pé na estrada. E quando se é caronista nestes momentos, tudo parece mais, digamos, adventure!
Quando se é motorista, há itens mais importantes do que, por exemplo, a vida dos passageiros… Coisa boba, não é!? Você aprende a rezar em várias religiões quando você está em um carro onde é preciso alertar o motorista de que ele está indo para a via oposta de uma estrada de mão simples, enquanto o mesmo prefere garantir uma boa seleção musical se focando exclusivamente no som da caranga. O importante, afinal, é a trilha sonora do filme de terror. Qualquer Speed Racer ficaria com inveja.
Mas há quem tem a agilidade mais incrível do que os Três Patetas para outras proezas. Uma delas é quando o motorista é lembrado pelos amigos caronas de que precisa fechar os vidros do carro quando se já está fora dele. Somente após este toque que ele percebe que esqueceu um pequeno e desnecessário item no contato: a chave. Ainda bem que, neste episódio, o vidro estava aberto e alguma alma de contorcionista conseguiu pegar com a mão. Não foi desta vez que um super-chaveiro foi acionado.
Nervosismo e uma boa dose do “bendito” Murphy garantem feitos como fazer com que o um carro morra (5 vezes!) no meio de um determinado cruzamento em momento que, obviamente, não se poderia estar. Quando não conseguimos controlar o carro, acabamos por cometer deslizes “elefantásticos“ – literalmente ou não. A partir do momento que se não tem em mãos o controle das coisas tudo parece mais difícil e complicado. Principalmente, quando vamos de carona em alguma decisão de outra pessoa que não sabe como nós mesmos o que precisamos. O que mais intriga observar ao longo de mais de duas décadas de quilômetros rodados (me senti O velho…) são as pessoas que decidem conduzir nossas vidas e não as delas mesmas. O que muitas vezes nos levam a estradas e caminhos tortuosos, ou não desejados.
Ouvi de um professor durante meu ensino médio algo que quero dividir. A única vantagem que os adultos de fato podem dizer que tem sobre as crianças é que possuem a chance de decidir o que é melhor para conduzir as próprias vida.
O difícil, por conseguinte, é notar o que realmente é importante para nós. E daí? O importante é que procuramos escolher e acertar. Que saibamos, enfim, nos conduzir. Deixo esse desafio para 2009. E já que Janeiro foi, como sempre é, o mês de descansar para muitos e que o Carnaval passou e enforcou uma a última semana (bem linha Brasil), desejo a todos, da maneira mais tradicional e sincera: Feliz Ano Novo!



